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ESTATÍSTICA NOS ANOS INICIAIS: QUESTÕES EPISTEMOLÓGICAS E CONCEITUAIS IMPLICANDO EM DESAFIOS DA CONSTRUÇÃO PEDAGÓGICA

  • Atualizado: 25 Fevereiro 2016
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  • Autoria: Cristiano Alberto Muniz

RESUMO: Este texto procura portar elementos conceituais e psicológicos cruciais no processo de conceitualização presentes na psicogênese de conceitos e estratégias elementares e fundamentais para a aprendizagem estatística, mais precisamente, os processos de contagem que permitem as quantificações de amostras para julgamentos, tomadas de decisões, e, consequentemente, na resolução de problemas. Associar a aprendizagem inicial da estatística aos complexos processos de contagem é objetivo central deste texto, e que tem sido foco de nossas pesquisas mais recentes (MUNIZ, 2015). Assim, nossa postura inicial é de proclamar a importância da produção de informação quantitativa pela criança nos processos de estatísticas em sua alfabetização. Infelizmente as práticas pedagógicas buscam uma construção do ensino-aprendizagem da estatística fornecendo um conjunto de informações sem que nos preocupemos que a base desta aprendizagem deva ser a produção, os registros, a organização e a seleção das informações pelo jovem aprendiz da estatística. Mais que isso, a criança tem que saber quais tipos de informações necessita para tomar uma decisão, como produzi-las, como validá-las. Desafios da contagem, tais como as organizações espaciais dos elementos das amostras, assim como a presença temporal ou não dos elementos ao longo da contagem, em contextos onde temos a morte da amostra são neste texto discutidos. Finalizamos com algumas reflexões sobre as implicações pedagógicas frente a estes desafios nos processos de quantificação da amostra por meio de contagem.